A Abadia de Maredsous é um monastério beneditino na Bélgica. E foi lá que o padre Atout criou o receituário cervejeiro da abadia. Receituário muito bem guardado na imensa biblioteca junto com outras 400 mil obras. Além da cerveja a abadia também produz queijos. Atualmente a produção da cerveja é feita pela Duvel Moortgat, que produz a diabólica Duvel. Essa aliança improvável gera receitas para os beneditinos que usam o dinheiro em obras de caridade.
A Maredsous Triple, no entanto, está longe de ser uma cerveja bem comportada. Duela em busca da conquista de devotos entre os pecadores entregues à Duvel. É uma cerveja de cor âmbar, bem filtrada e que produz pouco creme, que deixa seu rendado no copo enquanto bebemos. O aroma frutado não esconde um certo picante e já te mostra que o teor alcóolico de 10% não está ali para te iludir, nem se esconder, ele é presente. Mas quando você põe na boca o malte equilibra com o álcool e seu gosto quase não aparece; tudo fica equilibrado. O final seco e amargo completam o conjunto que passa uma sensação bem cremosa na boca. É uma cerveja deliciosa, que não esconde sua origem belga.
Ficha
País: Bélgica
Tipo: Belgian Tripel
Graduação alcoólica: 10%
Cervejaria: Duvel Moortgat Brewery
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As cervejas do mês de Setembro
O mês de Setembro começou com a primeira cerveja dos EUA no blog: Brooklyn East India Pale Ale.
A segunda do mês foi uma belga, mais uma: Affligem Dubbel.
Uma alemã de estilo relativamente raro: Anno 1417.
Uma brasileira seguidora dos estilos alemães: Bamberg Weizenbock Dunkel.
Outra belga, uma experiência que fez sucesso: Duvel Tripel Hop.
A segunda do mês foi uma belga, mais uma: Affligem Dubbel.
Uma alemã de estilo relativamente raro: Anno 1417.
Uma brasileira seguidora dos estilos alemães: Bamberg Weizenbock Dunkel.
Outra belga, uma experiência que fez sucesso: Duvel Tripel Hop.
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Duvel Tripel Hop 2013
A Duvel sempre foi uma das minhas cervejas preferidas. Provavelmente foi a primeira cerveja belga que provei e durante muito tempo esteve no topo do meu ranking. Hoje acho que está logo abaixo das trapistas. De zero a dez acho que ganharia um 9,5, só pra colocar no ranking porque não acho que ela pedia adição ou alteração da receita. Mas adicionar um terceiro lúpulo pareceu ser uma ideia boa de ser testada e foi o que fizeram.
A Duvel Tripel Hop nasceu como uma edição especial em 2007 quando foram produzidas 22 mil garrafas de 750ml. Em 2010 o CEO da Duvel afirmou que faria uma nova edição se o grupo We want Duvel Tripel Hop no Facebook chegasse a 10 mil membros, o que aconteceu em poucos meses. A partir de 2012 a edição passou a ser anual, de produção limitada. A Duvel tradicional recebe duas variedades de lúpulo enquanto a Tripel Hop recebe uma terceira variedade que muda a cada edição. Em 2012 foi uma variedade americana, American Citra, e em 2013 uma variedade japonesa, Sorachi Ace. Esse terceiro lúpulo é adicionado usando a técnica dry-hopping em que o lúpulo é adicionado ou na fermentação ou na maturação da cerveja.
Provei a edição 2013, uma cerveja de cor dourada, quase amarela, com creme denso, que deixa marcas no copo, o fio de gás carbônico subindo no centro do copo chama a atenção. Já no serviço sentimos o lúpulo frutado que se esconde um pouco depois de servido por causa da espuma mas que reaparece a cada gole. O sabor é amargo, lembrando uma IPA (de fato, alguns sites até a classificam como uma Belgian IPA) e à medida que a temperatura sobe outros sabores característicos nos lembram que a cerveja é uma Strong Golden Ale, com notas cítricas (laranja?) aparecendo. O teor alcoólico, 9,5% contra 8,5% da Duvel tradicional, é bem equlibrado, perigoso, diabólico. O final te convida rapidamente a um novo gole, como na versão clássica. Achei a cerveja refrescante e muito gostosa mas acho que ainda prefiro a original.
Ficha
País: Bélgica
Tipo: Belgian Golden Strong Ale
Graduação alcóolica: 9,5%
Cervejaria: Duvel Moortgat
A Duvel Tripel Hop nasceu como uma edição especial em 2007 quando foram produzidas 22 mil garrafas de 750ml. Em 2010 o CEO da Duvel afirmou que faria uma nova edição se o grupo We want Duvel Tripel Hop no Facebook chegasse a 10 mil membros, o que aconteceu em poucos meses. A partir de 2012 a edição passou a ser anual, de produção limitada. A Duvel tradicional recebe duas variedades de lúpulo enquanto a Tripel Hop recebe uma terceira variedade que muda a cada edição. Em 2012 foi uma variedade americana, American Citra, e em 2013 uma variedade japonesa, Sorachi Ace. Esse terceiro lúpulo é adicionado usando a técnica dry-hopping em que o lúpulo é adicionado ou na fermentação ou na maturação da cerveja.
| O rótulo lista os 3 lúpulos: Sorachi Ace, Saaz saaz e Styrian Golding |
Provei a edição 2013, uma cerveja de cor dourada, quase amarela, com creme denso, que deixa marcas no copo, o fio de gás carbônico subindo no centro do copo chama a atenção. Já no serviço sentimos o lúpulo frutado que se esconde um pouco depois de servido por causa da espuma mas que reaparece a cada gole. O sabor é amargo, lembrando uma IPA (de fato, alguns sites até a classificam como uma Belgian IPA) e à medida que a temperatura sobe outros sabores característicos nos lembram que a cerveja é uma Strong Golden Ale, com notas cítricas (laranja?) aparecendo. O teor alcoólico, 9,5% contra 8,5% da Duvel tradicional, é bem equlibrado, perigoso, diabólico. O final te convida rapidamente a um novo gole, como na versão clássica. Achei a cerveja refrescante e muito gostosa mas acho que ainda prefiro a original.
Ficha
País: Bélgica
Tipo: Belgian Golden Strong Ale
Graduação alcóolica: 9,5%
Cervejaria: Duvel Moortgat
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